Então, doutor…
Pensei em mil coisas pra marcar meu retorno ao Terapia, mas todo e qualquer assunto acabou voltado ao fato de que tudo é diferente hoje. Eu sei que as coisas mudam, evoluem, seguimos nossos próprios caminhos e decoramos essa cartilha madurona repetida compulsivamente até à exaustão sempre que algo/alguém acaba saindo ou, pelo menos, dando um tempo da nossa vida. Bem, não vou me prender (nem perder) nesse tópico – pelo menos não agora. A mudança citada é mais visível e, se existir alguma classificação, de estilo.
Assim que o frenesi de ressuscitar o blog surgiu, me lancei numa busca desesperada por minha antiga senha e quando finalmente consegui, lógico que precisei dar uma passadinha por absolutamente cada um dos meus posts; não dava pra simplesmente caminhar pelas entranhas daqueles textos e sair delas impunemente rumo à próxima publicação! Foi inclusive relendo tudo, que percebi algumas coisas meio torturantes:
1) OMFG U R HOTT
Se meu jeito de escrever pudesse ser magicamente personificado, seria uma adolescente desesperada cujo vocabulário varia entre microfrases em inglês e interjeições exageradas.
2) Sabe aquele mau humor?
Tudo mentira, eu não era realmente daquele jeito. Pelo contrário, há cinco anos eu era um poço de popularidade, figurinha carimbada em festinhas e viagens. Aquela reclamação toda era só tipo. Um personagem milimetricamente construído: imagem perfeita pra uma gordinha medrosa.
3) Pretensioso com “c”
De redatora incompetente à neurótica que não digita uma linha sem a devida revisão. Ainda não consegui encontrar um meio-termo pra isso (com ou sem hífen???).
4) Kate Moennig não tem mais graça
Juro. Ela é magra demais e fala grosso. Além disso, nunca acertaram aquele cabelo. Em seis temporadas. Não, não dá (isso também é aplicado à meninas que usam gravata e suas derivações).
5) www.letrasdemusicas.com
Quando era uma jovenzinha apaixonada, achava que toda aquela angústia que parecia não ter fim poderia ser aplacada se eu copiasse e colasse aqui alguns clássicos do cancioneiro popular. Uma espécie de “Faroeste Caboclo na última página do caderno” dos tempos modernos. O romance terminou e, junto com ele, essa mania. Atualmente eu gravo mixtapes.
Resumindo? Vai ser ótimo começar de novo.
P.S.: Ainda acho que Morrissey e o Homem-Aranha são a mesma pessoa. Estamos em calmaria, mas a essência caótica ainda habita este corpo.
esse post também me fez pensar em como às vezes sinto falta do jeito que eu fazia as coisas antes, até perceber que hoje acho um cocô horrível quase tudo que eu achava as frutas mais belas da fruteira.