Sempre que viajo de avião não deixo de pensar em acidentes aéreos. Imagino diferentes finais p’raquele vôo: colisão abrupta, pele e roupas derretendo a 1000º Célsius (reparem que a temperatura é sempre essa, provavelmente inventada pra ninguém ter noção do quão quente está aquilo ali) caindo a mais de 30.000 pés, máscara de oxigênio, aeromoças desesperadas, crianças chorando e a minha preferida – e motivo eterno para nunca sentar na janelinha – rombo na lateral da aeronave, sugando as cadeiras da ponta. Minha imaginação tem a propriedade incrível de ser ainda mais fértil na hora do medo e é exatamente nessa hora que começo a suar frio, os olhos apertam com força, as mãos agarram os braços da poltrona e, muitas vezes, os braços da pessoa ao lado, os ouvidos estouram e ao primeiro balanço, as lágrimas começam a rolar. O ritual se repete até a hora do pouso, quando respiro sem parar feito uma grávida em trabalho de parto e rezo pra qualquer coisa que não acredito, enquanto penso em todos aqueles que amo e o quanto eu queria que soubessem disso.
Receber uma notícia ruim é como estar nesse grande e descontrolado avião imaginário em queda livre.
No mais: voltei!
Janeiro 7, 2008 às 11:25 am
Adoro quando isso aqui fica movimentado, e principalmente adoro seus textos companheira de Prozac…
Welcome home, Monquina!
Janeiro 7, 2008 às 8:18 pm
Monica… Vou dizer que ir de busão pra Sampa não é nada legal, mas ver Interpol vai ser o tesão dos tesões! Vou babar em Paul Banks…
P.S. Essa visão parece tanto com LOST…
Janeiro 7, 2008 às 10:37 pm
velho. isso foi lindo.
Janeiro 8, 2008 às 11:06 am
Bom ver notinhas 44 de volta! :*
Janeiro 9, 2008 às 2:26 pm
quero que volta toda em cima de mim, que nem um acidente aéreo.
:*
Janeiro 21, 2008 às 8:57 am
lindo, sçorei litros.
adoro qd tu escreve
;o*