Bom, como aqui no Terapia disputamos o posto de maior nerd/indie entre nós, e passamos metade do nosso tempo na internet catando filmes, séries, sites de piadinhas ardilosas e vexatórias, músicas pro chinchila hits ou trololó collection (Macro quando aparece aqui em casa chama minha playlist assim…) entre outras bobagens construtivas, estava eu aqui, lendo as resenhas do Speculum, e vejo que Fernanda Takai lançou um cd solo em homenagem a Nara Leão.
Pois bem, baixei… Não que eu faça muito a linha “garota-praia-saia-indiana-escuto-clássicos-brasileiros-das-antiga”… Gosto de muito pouca coisa mesmo, como Tim Maia, Gal Costa, Mutantes, Chico, que é sempre Chico, Secos e Molhados e… Nara Leão.
Além do mais, pra mim Pato Fu pode até ser considerada como mela caçola, mas dessas bandas de pop rock brasileiro é a única que me faz sair de casa empolgada quando tem show, e sinceramente, ouvir Fernanda Takai cantando músicas gravadas por Nara Leão foi uma grata surpresa, por que ela não só cantou, como deu uma nova roupagem as 11 faixas (diga-se de passagem, bem escolhidas) do CD “Por Onde Brilham os Olhos Teus”.
Vale a pena conferir, eu mesma ando no repeat eterno do winamp com essa aí:
Descansa Coração
Cansei de tanto procurar
Cansei de não achar
Cansei de tanto encontrar
Cansei de me perder
Hoje eu quero somente esquecer
Quero o corpo sem qualquer querer
Tenhos os olhos tão cansados de te ver
Na memória, no sonho e em vão
Não sei pra onde vou
Não sei
Se vou ou vou ficar
Pensei, não quero mais pensar
Cansei de esperar
Agora nem sei mais o que querer
E a noite não tarda a nascer
Descansa coração e bate em paz

…
Janeiro 7, 2008 às 10:42 pm
“ela não só cantou, como deu uma nova roupagem as 11 faixas ”
geralmente isso quer dizer: “destruiu belas músicas, nas quais não deveria nem ter tocado.”
não sei se esse é assim. vou procurar, pq é vc quem tá falando. mas tenho medo. mt medo.
=P
outra coisa: se soar como “bossacucanova” eu me mato e levo vc junto.
beijo.
Janeiro 8, 2008 às 9:47 am
Hahahahahahah… Destruiu não!
Eu também odeio esses clichês de colunista “bossacucanova”. Eles inventam essas porra pra ver se pega e ficam famosos como Nelson Motta, otários…
Mas o Cd é bom, vale a pena
bj
Janeiro 9, 2008 às 9:12 am
eu baixei o cd há uns dias atrás. curti, ficou bonitinho, mas não conseguiu perder aquela vibe ‘Pato Fu canta Nara Leão’, com batidinhas eletrônicas pato-fu-style. tem quem goste, tem quem não goste..
ficou bonitinho. pra mim, a melhor do album é ‘insensatez’. ficou linda linda :)
o resto, batidinha eletrônica + açúcar e afeto? not for me.
;*
Janeiro 9, 2008 às 10:57 am
dudu chegou lá em casa um dia antes da minha viagem e disse que tinha baixado um cd bem bonitinho e que achou a minha cara. era esse aí.
achei lindo, gravei, trouxe ele pra passear comigo e escuto quase todo dia.
as melhores pra mim sao as já mencionadas e ‘diz que fui por aí’ que tem toda uma coisa meidentificototalmente.
a vibe pato fu tá ali, mas nada que atrapalhe, pelo menos pra mim.
:)
Janeiro 9, 2008 às 2:46 pm
eu queria sair com fernanda takai qualquer dia num sonho louco, tomar guaraná, ver o cinecult e jogar fliperama. mas nara leão eu não leio, bossa nova como um todo é meio bíblia pra mim. sou um herege? preciso conhecer o evangelho?
Janeiro 9, 2008 às 8:01 pm
Herege não… Mas tem muita coisa em bossa nova que muito boas, seja pelos arranjos musicais mesmo, ou pela própria concepção da letra, que pra mim é o fundamental… Tem umas músicas de Tom Jobim mesmo que funcionam como uma voadora na boca do estômago, haja coração meus amigo!
Janeiro 10, 2008 às 9:23 am
batidinha eletrônica + açúcar e afeto
Eu gostei, geralmente eu prefiro versões de Chico Buarque pra lapidar as chatices que ele canta…
(EITACARAIO, XINGUEI A MÃE!)
Janeiro 10, 2008 às 12:11 pm
não consigo, dani!11 a pessoa pode ser um bruce lee com as palavras, mas geralmente aquele violãozinho copacabana não funciona comigo. fica aquele gosto de água de côco na boca.
Janeiro 10, 2008 às 4:19 pm
alguém deve ter pisado na parte do cérebro de márcio que acolheria música nacional. sério.
pisou em cima, deu pulinho, deixou a parada virar um creme passou a espatula e comeu com cream cracker.
sobre o cd, eu baixei, mas só ouvi insensatez. depois volto com um comentário mais válido. ou não.
Janeiro 11, 2008 às 12:20 am
em alguns países chamam de ironia o fato de eu ter que gravar TRÊS cds com música brasileira pra mandar pro professor americano no inverno nevado e solitário de montana. quero uma consultoria, pago com bananas e ararinhas azuis.
:|
Janeiro 11, 2008 às 9:02 am
A única coisa que vi macro curtir de música brasileira com swinginho foi Los Hermanos, que por sinal, traz gigantescas lembranças de nós dois derretendo e passando mal no Tequila, depois de um show com lotação extra… Daniel desgraçado, vendeu mais ingresso que devia!
Janeiro 11, 2008 às 2:48 pm
então. los hermanos pra mim é um som jovem, tipo não engessado ou trilha de sonora de cruzeiros em iates com quase-senhoras de echarpe tomando martinis. sem aquela modéstia enjoada e com alguma sustança, que é total o que eu sinto falta em nossa música. e ainda mais com temas com os quais eu muito mindentifico.
:~
e tem o biônica, que é tipo um pauzão nervoso comendo todo mundo no recinto – meu tipo favorito de música, me adiciona quem curte.
Janeiro 21, 2008 às 8:55 am
escrevi um comentário grande do caraio, essa porra engoliu.
barriei. ¬¬
ok, tinha dito que não sabia que esse cd era homenagem a Nara(quero meu cd de volta, Nellie!)
gosto da Nara. “garota-praia-saia-indiana-escuto-clássicos-brasileiros-das-antiga”. Passo a saia indiana, e AS ASPAS OFENSIVAS.
concordo que bossa nova ficou mesmo com cara de iate e martinis, mas cês tbm num cuspam no prato antes de lembrar que Kings of Convenience e Nouvelle Vague é a merma batidinha + lingua enrolada.
e bah…tem banda nova com som véio que vinga…outras que atolam(bossacucanova indeed)
mas ó, a Própria Nara Leão rejeitou a bossa nova uns tempos(parou, pensou: ” TUDO MUSCA DE BURGUÊS POARRA!”. Subiu a portelinha e foi trocar uma idéia cos calhega: “Eu acredito é na rapaziaaadaa…boto fé na moçaaada”) . E foi assim que Nara partiu pros sambas. curto revoltas musicais intrigas radiofonicas e baixarias no funk/perreo.
Janeiro 21, 2008 às 10:17 am
Sobre a bossa nova, acho que o problema nem é a batida, mas sim, as letras. Eu gosto dessa coisa violão-bongô-tô-com-preguiça-de-cantar e tals. E sim, tem KOC, Damien Rice, Belle and Sebastian e Nouvelle Vague chupando *ui* tudo que podem de influência, mas o lance de identificação maior acho que são as letras. Às vezes, eu acho que as letras da bossa nova se restringem muito a um só assunto e morrem ali, fazendo mais sentido pra quem viveu naquela época. Não sei se é essa nossa (minha?) coisa de “18 ’til I die’ mas eu gosto de coisas nas quais eu possa me ver e depois extrair pedaços pra colocar no nick do MSN (hahahaha!).
Bom, eu enjoei de branco cantando samba. Hoje em dia acho nada a ver, virou modinha. Acho que isso aconteceu depois do grande fiasco que foi a Maria Rita. E eu botava fé, até enjoar da cara dela, do nada. Dito e feito: taí, cantando o Rappa, buchuda e com luzes horrorosas na cabeça! Também enjoei de banda nova cantando Roberto Carlos, Fábio Jr., Belchior e afins. Uma ou outra versão, fica engraçadinha, fofa, legal e tals. Mas banalizou, e agora todo roqueirinho descoladinho e indie wannabe é adepto de Ivan Lins.
E sobre Nara Leão, nada de muito relevante poderei dizer. Dudu botou esse CD pra tocar lá em casa e eu escutei todo sem reclamar, ou seja: até que gostei. Tô meio de saco cheio da Fernanda Takai, a voz dela cada dia que passa fica mais baixa. Daqui a pouco é ela cantando e eu respondendo “HEEEEEEEIN???”. No mais, eu lembro que gostava da versão da Nara Leão pra “O Circo” (acho que é isso) num LP que eu tinha que chamava “Pra Gente Miúda” /rococó times.
Para concluir (não que tenha muito a ver com esse Post, mas [Cirilo]“eu só quis dizer”[/Cirilo] ) deixo aqui o título de um CD duma dessas bandinhas novas que não recordo muito bem qual – vide sua grande influência na minha vida – mas que teve uma idéia sensacional ao pedir:
“Por um rock mais alcoólatra e inconsequente”
Fevereiro 21, 2008 às 11:28 am
refletindo aqui. e acho que o negócio são mesmo as letras.