Posts de Janeiro, 2008

Bom Humor

Janeiro 21, 2008

Devia ter uma seção aqui no terapia que se chamasse assim. Juro que não ia deixar de escrever um só dia.

Então, você sabe que deve remanejar* seus contatos no MSN quando a maioria dos nicks manifestam-se nas seguintes formas:

BaDaLaDoAjU (2 ANOS DE GLAM) – ouro ixalá   : D

Nada há, além de palavras.

“Deus cuida de mim, na sombra de suas asas Deus cuida de mim e não estou sozinho pq Deus cuida de mim”

“EMBORA NIMGUEM POSSA VOLTAR ATRÁS E FAZER UM NOVO COMEÇO….  –  QUALQUEL UM PODE COMEÇAR AGORA E FAZER UM NOVO FIM”. (Chico Xavier)

kikããão do arrocha

Império de Vaidade      .       Suicide Beauth Queen

*Excluir, bloquear, finjir de morta ou fazer a louca se vierem atrás de você e, em último caso, sair correndo gritando INCÊÊÊNDIO, INCÊÊÊÊNDIO, CORRAM PELAS SUAS VIDAS!!!!

Vê aí…

Janeiro 7, 2008

 

Bom, como aqui no Terapia disputamos o posto de maior nerd/indie entre nós, e passamos metade do nosso tempo na internet catando filmes, séries, sites de piadinhas ardilosas e vexatórias, músicas pro chinchila hits ou trololó collection (Macro quando aparece aqui em casa chama minha playlist assim…) entre outras bobagens construtivas, estava eu aqui, lendo as resenhas do Speculum, e vejo que Fernanda Takai lançou um cd solo em homenagem a Nara Leão.

Pois bem, baixei… Não que eu faça muito a linha “garota-praia-saia-indiana-escuto-clássicos-brasileiros-das-antiga”… Gosto de muito pouca coisa mesmo, como Tim Maia, Gal Costa, Mutantes, Chico, que é sempre Chico, Secos e Molhados e… Nara Leão.

Além do mais, pra mim Pato Fu pode até ser considerada como mela caçola, mas dessas bandas de pop rock brasileiro é a única que me faz sair de casa empolgada quando tem show, e sinceramente, ouvir Fernanda Takai cantando músicas gravadas por Nara Leão foi uma grata surpresa, por que ela não só cantou, como deu uma nova roupagem as 11 faixas (diga-se de passagem, bem escolhidas) do CD “Por Onde Brilham os Olhos Teus”.

Vale a pena conferir, eu mesma ando no repeat eterno do winamp com essa aí:

 

Descansa Coração

Cansei de tanto procurar
Cansei de não achar
Cansei de tanto encontrar
Cansei de me perder

Hoje eu quero somente esquecer
Quero o corpo sem qualquer querer
Tenhos os olhos tão cansados de te ver
Na memória, no sonho e em vão

Não sei pra onde vou
Não sei
Se vou ou vou ficar
Pensei, não quero mais pensar
Cansei de esperar
Agora nem sei mais o que querer
E a noite não tarda a nascer
Descansa coração e bate em paz

 

Nara Leão

 

“Vira, vira, vira… Ai meu Deus!”

Janeiro 7, 2008

Sempre que viajo de avião não deixo de pensar em acidentes aéreos. Imagino diferentes finais p’raquele vôo: colisão abrupta, pele e roupas derretendo a 1000º Célsius (reparem que a temperatura é sempre essa, provavelmente inventada pra ninguém ter noção do quão quente está aquilo ali) caindo a mais de 30.000 pés, máscara de oxigênio, aeromoças desesperadas, crianças chorando e a minha preferida – e motivo eterno para nunca sentar na janelinha – rombo na lateral da aeronave, sugando as cadeiras da ponta. Minha imaginação tem a propriedade incrível de ser ainda mais fértil na hora do medo e é exatamente nessa hora que começo a suar frio, os olhos apertam com força, as mãos agarram os braços da poltrona e, muitas vezes, os braços da pessoa ao lado, os ouvidos estouram e ao primeiro balanço, as lágrimas começam a rolar. O ritual se repete até a hora do pouso, quando respiro sem parar feito uma grávida em trabalho de parto e rezo pra qualquer coisa que não acredito, enquanto penso em todos aqueles que amo e o quanto eu queria que soubessem disso.

Receber uma notícia ruim é como estar nesse grande e descontrolado avião imaginário em queda livre.

No mais: voltei!