2007 aqui foi uma merda. e diferente de Dani, eu não sou esperançosa. a única coisa que eu faço, portanto, é manter minhas expectativas baixíssimas e torcer, apenas, pra 2008 não venha pior que 2007, porque aí eu posso dizer com toda a propriedade do mundo que eu não tenho estrutura psicológica pra isso.
eu não lembro direito dos meses todos como requeija, mas lembro que foram problemáticos, todos eles. vamos lá:
janeiro: é verão, tá tudo bonito, férias, aprovação no vestibular, um pé na bunda e 1500 coisas pesando nos ombros = merda;
fevereiro: carnaval, mó solzão, requeija acampando aqui em casa, alguns quilos a mais no corpo e uns 700 quilos a menos nos ombros: caos nos relacionamentos em geral = merda;
março: início das aulas, faculdade nova, gente nova, que bonito, que maravilha: problemas de logística, falta de organização e desordem nos horários = merda;
abril: pula = merda³;
maio: gente, que aconteceu em maio? sério;
junho: fim de período, começo de greve, umas festas, umas aniquilações de dignidade, continuidade na desordem de horários, problemas relacionamentais em geral = merda;
julho: greve, férias, curtição… desordens familiares = merda;
agosto: foi um mês que merece atenção. não foi um mês de merda comum, foi pior. agosto é um mês traçoeiro. agosto é que nem homem malandro: te trata bem, te trata bem, aí você se joga e ele puxa o tapete. aí tu cai e se fode. pra atravessar agosto foi preciso paciência e analisando agora, posso dizer que se dividiu entre: antes e depois do inferno astral. primeiros 10 dias de agosto foram lindos: salvador, cerveja, amigos novos, comida, diversão desregrada, uma coisa linda. aí eu voltei de salvador e foi uma merda;
setembro: infernoastralinfernoastralinfernoastralinfernoastral
outubro: meu deus do céu;
novembro: praia, amigos, dois ou três problemas e começa o fim do período = merda
dezembro: contagem regressiva pro fim do ano e corrida desesperada, estilo papaléguas, pra que essa porra termine logo.
o que eu posso dizer é que já deu, já chega, faltam 5 dias e eu tô contando nos dedos. mas aí eu tava escrevendo esse post e pude verificar que a coisa que salvou 2007 foi a falta de noção que me persegue diariamente, manifestada nos malucos que me fazem companhia. tipo isso:
dudu diz:
cara
dudu diz:
quanto será um pônei?
carolina diz:
oi?
dudu diz:
achei um de 3 mil reais no mercado livre
dudu diz:
será que minha vó me dá?
carolina diz:
oi?
dudu diz:
tipos
dudu diz:
eu devo ter alguns cavalos na fazenda dela
dudu diz:
vendia uns e comprava um pônei
dudu diz:
ia ser massa
carolina diz:
dudu, pra quê?
dudu diz:
mulher
dudu diz:
pra andar
carolina diz:
dudu, não
dudu diz:
e no reveillon sair pela praia de atalaia jogando moet & chandon na cara das pessoas, andando de pônei
carolina diz:
eu não vou rir pra não te dar ousadia
dudu diz:
por isso que eu gosto de aline
dudu diz:
desbravando os sete mares diz:
ia ser lindo mesmo
agora tudo faz sentido pra mim
carolina diz:
rachel diz:
quero um, o problema é que meu pé vai bater no chão
carolina diz:
O ÚNICO PROBLEMA É ESSE, NÉ?
rachel diz:
é :~~~
dudu diz:
carol
dudu diz:
você notou que SÓ VOCÊ que não quer um pônei?
dudu diz:
quando você tiver a pé nas areias da praia grite pra eu não jogar champanhe na sua cara



