Posts de Dezembro, 2007

beijo, 2007, não me liga!

Dezembro 26, 2007

2007 aqui foi uma merda. e diferente de Dani, eu não sou esperançosa. a única coisa que eu faço, portanto, é manter minhas expectativas baixíssimas e torcer, apenas, pra 2008 não venha pior que 2007, porque aí eu posso dizer com toda a propriedade do mundo que eu não tenho estrutura psicológica pra isso.

eu não lembro direito dos meses todos como requeija, mas lembro que foram problemáticos, todos eles. vamos lá:

janeiro: é verão, tá tudo bonito, férias, aprovação no vestibular, um pé na bunda e 1500 coisas pesando nos ombros = merda;

fevereiro: carnaval, mó solzão, requeija acampando aqui em casa, alguns quilos a mais no corpo e uns 700 quilos a menos nos ombros: caos nos relacionamentos em geral = merda;

março: início das aulas, faculdade nova, gente nova, que bonito, que maravilha: problemas de logística, falta de organização e desordem nos horários = merda;

abril: pula = merda³;

maio: gente, que aconteceu em maio? sério;

junho: fim de período, começo de greve, umas festas, umas aniquilações de dignidade, continuidade na desordem de horários, problemas relacionamentais em geral = merda;

julho: greve, férias, curtição… desordens familiares = merda;

agosto: foi um mês que merece atenção. não foi um mês de merda comum, foi pior. agosto é um mês traçoeiro. agosto é que nem homem malandro: te trata bem, te trata bem, aí você se joga e ele puxa o tapete. aí tu cai e se fode. pra atravessar agosto foi preciso paciência e analisando agora, posso dizer que se dividiu entre: antes e depois do inferno astral. primeiros 10 dias de agosto foram lindos: salvador, cerveja, amigos novos, comida, diversão desregrada, uma coisa linda. aí eu voltei de salvador e foi uma merda;

setembro: infernoastralinfernoastralinfernoastralinfernoastral

outubro: meu deus do céu;

novembro: praia, amigos, dois ou três problemas e começa o fim do período = merda

dezembro: contagem regressiva pro fim do ano e corrida desesperada, estilo papaléguas, pra que essa porra termine logo.

o que eu posso dizer é que já deu, já chega, faltam 5 dias e eu tô contando nos dedos. mas aí eu tava escrevendo esse post e pude verificar que a coisa que salvou 2007 foi a falta de noção que me persegue diariamente, manifestada nos malucos que me fazem companhia. tipo isso:

dudu diz:
cara
dudu diz:
quanto será um pônei?
carolina diz:
oi?
dudu diz:
achei um de 3 mil reais no mercado livre
dudu diz:
será que minha vó me dá?
carolina diz:
oi?
dudu diz:
tipos
dudu diz:
eu devo ter alguns cavalos na fazenda dela
dudu diz:
vendia uns e comprava um pônei
dudu diz:
ia ser massa
carolina diz:
dudu, pra quê?
dudu diz:
mulher
dudu diz:
pra andar
carolina diz:
dudu, não
dudu diz:
e no reveillon sair pela praia de atalaia jogando moet & chandon na cara das pessoas, andando de pônei
carolina diz:
eu não vou rir pra não te dar ousadia
dudu diz:
por isso que eu gosto de aline
dudu diz:
desbravando os sete mares diz:
ia ser lindo mesmo
agora tudo faz sentido pra mim

carolina diz:
rachel diz:
quero um, o problema é que meu pé vai bater no chão
carolina diz:
O ÚNICO PROBLEMA É ESSE, NÉ?
rachel diz:
é :~~~

dudu diz:
carol
dudu diz:
você notou que SÓ VOCÊ que não quer um pônei?
dudu diz:
quando você tiver a pé nas areias da praia grite pra eu não jogar champanhe na sua cara

pônei

I hope so…

Dezembro 25, 2007

Espero que esse ano novo traga um ar de bonança pra todos os leitores, amigos, pacientes e doutores… Vamos tentar cumprir pelo menos metade dos projetos que estamos programando pra 2008 (pintar, musicar, escrever, viajar, trabalhar, estudar, namorar… e etc), que a vida não espera pro ano que vem, é continuar a andar e tentar mudar um pouco o ritmo das coisas…

Um grande amigo meu mesmo me disse esses dias que a vida é um fluxo de eventos bons e ruins, que se a gente tenta prender em algum momento, só faz perder o movimento dela, o que é uma grande verdade, porque altos e baixos sempre acontecem e sempre vão acontecer, importando disso tudo apenas é tirar o máximo de proveito das coisas.

 

Também não adianta ficar de muito MIMIMI não, filosofando sobre tudo o que acontece e tal, aprende o que dá, engole o que consegue, esquece o que dá sorte, leva o que agüenta, e bola pra frente, que a vida nunca vai parar por conta de namoro, braço quebrado, faculdade ruim, morte de parente ou rebaixamento do Corinthians… Muitas vezes parece que não vai dar mais pra suportar tanta merda, mas o fluxo continua, lembra? Um dia isso passa como todas as coisas na vida passam…

 

A vida é hostil demais, as pessoas no geral são egoístas o suficiente pra passar por cima das outras sem pensar duas vezes, e a probabilidade de você se foder na vida é imensa, é muito mais comum se dar mal mesmo… O lance é se acostumar aos momentos ruins e seguir mesmo, se esforçando ao máximo pra ficar sempre numa boa. Pra quem faz o bem com os outros, pra quem tem bons amigos, a probabilidade de ficar na boa por mais tempo é muito maior porque dá pra ter ajuda, quando se está cercado de pessoas boas dá pra perceber a vida de outros pontos de vista, ter uma mão pra segurar quando as coisas estão muito ruins…

 

Estou de mudança, pequena ainda pro que eu quero, mas com a esperança de que já é alguma coisa, e que mudanças maiores virão até o final de 2008, torcendo pela serenidade e paz nos momentos certos, torcendo pra que meus grandes amigos, novos e antigos, daqui ou de outras cidades, também possam ter um ano mais tranqüilo…

 

Esperança gente… Sem esperar demais é claro!

Retrospectiva 2007

Dezembro 17, 2007

é chegada a época da retrospectiva, dos filmes de natal, do show do rei.

que 2007 não vai estar em nossos (sou assim, agregadora) top 5 anos, todo mundo tá sabendo. mas, sei lá, pra não deixar o bichinho mais bravo (lembrem-se de que ainda faltam pouco menos de 15 dias, muita coisa pode acontecer) acho que podemos imortalizar os momentos bons ao longo do ano. eu poderia usar o horóscopo mensal e fazer uma comparação pra ver se eles acertaram – como só comecei a ler uma mulher muito boa (que esqueci o nome, Lól que sabe) recentemente, tenho medo de ler horóscopos antigos, vai que fode mais? – mas deixa pra lá.

janeiro: o ano começou bom, reveillon mucho lôco, todo mundo se amando até os 10 últimos dias, não tenho certeza. aí entra fevereiro que, ok, pula. não, mentira, volta. fevereiro foi muito bom, carnaval, recife, olinda, aracaju, muita comida e bebida, 5kg a mais. rio de janeiro again, que merda.

março: meu aniversário, bora considerar que, desde janeiro, ou seja, beeeem mais de 30 dias antes, eu já tava sofrendo com meu inferno astral. cara, não vamos considerar março porque foi aquele mês em que eu fiz mais coisas sem noção, das quais me arrependo até hoje. e o pior, eu sempre estive sóbria.

abril/maio: não lembro, não era eu nessa época. mas o pulso ainda pulsava.

junho/julho: tudo parecia se ajeitar, passei tranqüilamente na faculdade, pela primeira vez não fiquei em prova final, em casa tudo bem.

agosto: 8kg a menos.

setembro/outubro: dois mil e sete resolveu ouvir Faustão no “quem sabe faz ao vivo” e fez pra mim. muito bom, curti pra caramba. ô. tô curtindo até agora, valeu? issae.

então.

novembro: caos na faculdade, caos em casa. além dos caos cotidianos, tipo estar faltando adoçante.

dezembro: independence or die.

Guia do Paciente

Dezembro 9, 2007

Sabe aquele dia que você acorda achando que tem todas as respostas pros problemas de sua vida e tudo mais… Mas não, não é 42 nem a pau, é uma questão mais complexa, mais elaborada, eu mesma lentamente cheguei a essa conclusão sozinha, concordem comigo crianças…

Eu devia ter nascido homem, ia ser um viado massa do caralho!

Are you hoping for a miracle? I am…

parabéns, sua roupa é linda, suas idéias são brilhantes

Dezembro 3, 2007

se existe isso de uma atriz de quem eu goste muito, que me leve no cinema por causa de seu rosto no cartaz, essa atriz é naomi watts. apenas cinco posts se passaram desde que eu falei em “cidade dos sonhos”, eu sei, mas no meu s2 esse filme é um grande único post eterno, discurso de fidel style, e não posso dizer que a simpatia total e irrestrita pela atriz veio antes dele. mas tampouco veio POR CAUSA dele: consigo apreciar hoje, com olhinhos de está-nevando-lá-fora, sua presença em filmes que eu já tinha visto antes. e consigo observar que as razões de meu afeto estão, well, presentes desde sempre.

não sei descrever com precisão quais as armas usadas nessa surra de empatia, ou se qualquer técnica de teatro bem aplicada explica o feitiço. mas não acho que tenha a ver somente com boa interpretação e grandes papéis e deslumbre de viado com a diva. talvez diga mais respeito à singeleza no sorriso, à timidez no olhar, à sobriedade na postura, a qualquer coisa vacilante e séria que talvez só eu perceba, e ainda mais nesse nível de mela-cuequice.

admiro o profissionalismo, verdade, mas não foi à toa que chamei a coisa ali de afeto. porque não é só admiração, é um feeling de identidade. comparo ela com julia roberts, por exemplo, que também acho uma atriz firmeza, e percebo que não é nada disso com o trabalho. julia roberts é exuberante, bocão, intimidante, pretty woman, aonde naomi watts é contida, misteriosa, david lynch, com aquele ar de cúmplice do próprio pensamento, e a cara eterna de “eu poderia estar em casa right now”. a diferença tá aí.

e a impressão dessa parceira vulnerável genteboa veio a se ratificar quando vi uma entrevista com ela na tv há um tempo. perguntada sobre o que era isso que lhe tirava o tesão em alguém, tanto no pessoal quanto no profissional, declarou sem pensar muito que era o excesso de confiança. dentre todas as coisas que uma mulher bonita atriz de hollywood podia ter dito, ela disse excesso de confiança. e aí ela foi elaborando e elaborando a resposta, e quando disse que as pessoas precisavam manter uma certa sombra de dúvida mortal sobre si mesmas, com o olhar e o tom de voz de alguém escaldada lá no fundo por algum ego massacrante, eu já tava com o telefone na mão, ligando pra pedir que ela ME ADICIONASSE.

porque não que eu valorize ou seja indulgente com os efeitos malignos da insegurança – a carência e a dependência e tal. mas se há uma parte de mim que se atrai por pessoas resolutas, que se lixam pras expectativas alheias mas respeitam o mundo porque não precisam provar nada pra ninguém anyway, que sabem o que fazer e fazem e conseguem desfilar por aí mastigando o chiclete de 10 centavos da vida como se fossem milionários; enquanto isso é a força que procuro em outras pessoas, há outra parte de mim que sente um prazer legítimo em negar elogios a alguém certo demais de suas qualidades. porque você percebe a diferença entre a pessoa confiante, que toma iniciativas e assume riscos, e o mero colecionador vaidoso de parabéns, sua roupa é linda, suas idéias são brilhantes. que no fundo é tão carente quanto o ferradão lá, in my humble opinion.

mas isso é tudo muito óbvio, não gostar de gente que se acha. é só que naquela hora catártica, naomi watts ali, sentada tímida naquele cadeirão em frente à platéia, vestida em listras, sorrindo com o sorriso de uma mulher bonita, simples e discreta – nessa hora, eu resumi em um suspiro a compreensão daquele testemunho, meus próprios gostos e minha própria história e quis mandar uma carta pra ela, escrita em poucas linhas:

“naomi, te entendo. bora discutir sobre a vaidade tomando um café qualquer dia.

e, ahn, parabéns, sua roupa é linda, suas idéias são brilhantes.

macro.”