Posts de Maio, 2007

atenção, derrota

Maio 28, 2007

sou o hank, pedi primeiro!

salve!

Maio 23, 2007

 voa bem alto, jorge! e traz uma estrela pra mim…

camarada jorge, cola em mim até a tempestade passar.

té-ra-pas e confetes!

Maio 15, 2007

E de pensar que tudo começou numa mesa gordurenta do Galego´s…

Foto: nós em atividade aqui no consultório.

terapia de vidas passadas

Maio 15, 2007

é claro: somando a bosta do momento lista freak em que me encontro à minha criatividade broxa dos últimos 100 anos, o resultado só podia ser uma maldita e troncha retrospectiva best-of pra comemorar o nosso UM BLOODY ANO juntos sem roupa de baixo e nos querendo de maneira ardente neste blóguieeeeee. então minha contribuição vai ser um post-memória, toda na pegada do autofellatio. porque, pelo menos no aniversário, uma homenagem a nós mesmo há de ser perdoada.

entonces. queria lembrar causos, pois gosto de causos E EU SEI QUE AQUI TEM MUITO. porque nós somos o tipo de gente bastarda que assassina um arquiduque francisco ferdinando por minuto quando se reúne, criando história no modo repeat. aqui no terapas, por exemplo, o compacto dos melhores momentos incluiria o post com nosotros no mundo cartum, a pequena enciclopédia musical da paciente 44, nossa primeira e fumegante semana tesão, o nascimento do cisnei e tchananan.

sem contar as jóias do mundo real, nesses compridos 365 dias com suas respectivas noites: a volta eterna da doutora paranóia pra nossa rica arara-com-caju, os assomos de labilidade sexual de alguns membros, os assomos de heterofobia de alguns membros, o meu primeiro emprego, a galere caloura chegando na universidade fazendo o whirlwind kick, a visita de requeijo e a visita do papa. e tudo o mais que nos manteve unidos ou cautelosos, e que acabou (nem que indiretamente) contemplado por aqui.

originalmente, o compacto era comentado sérgio-chapelin-style, ia ficar uma coisa bem emocional e jornalística. mas não tô aqui pra isso, abraços cordiais, ass: doutor nonono. a ocasião, na verdade, é pra dizer que as últimas horas foram muito boas, aqui dentro e lá fora, e que essa terapia funciona mesmo. ligue djá!

e, ok, pra dizer que quero ver mais peitinho até o ano 2.

é big, é big, é big, é hora, é hora, hora. ra-tim-bum!

Maio 15, 2007

Iniciando as comemorações de 1 ano de Terapia Invertida: 

 .

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bolo

bolo

guaraná

guaraná

muitos doces

 piñata

pra vocêêê

(copa do mundo - 25-06-06)

Hunger Hurts…

Maio 14, 2007

Já que a terapia é musical e eu meio que perdi a Quarta Kodac, decidi entrar no embalo…

… Então, tô percebendo que tá rolando o velho *Fiona Mood*, ou seja, nos nicks, nos abouts do Orkut, nos vídeos ou no escorinhoo(sic) do quarto, TÁ TODO MUNDO ESCUTANDO FIONA APPLE!

Não sei se isso é bom ou ruim, na verdade, eu mesma acho que o estado emocional de uma pessoa é proporcional ao CD da Fiona que ela está escutando. Por exemplo, se você escuta o Tidal, geralmente está dizendo “oi, sou má e sexy, sedenta por você, baby, vem cá e vamos [Ale]aproveitar essa felicidade[/Ale]“. É, eu encaro o Tidal como música pra fazer secs e por mais que Fifi esteja completamente anoréxica e Billie Hollidéica naquela época, ela transmitia mais confiança, aquela coisa meio 90’s girl, raivosa e vingativa.

Continuando, já quando você escuta o segundo, When the Pawn... a coisa vai like this “ok, cresci, agora sou mulher e fui traída… E o pior: sou corna mansa e ainda te amo, espera que eu vou aqui sofrer mais um pouquinho”. Logo, o When The Pawn… é o disco oficial da DDC.
Agora, se você escuta o Extraordinary Machine , você é indie, leia-se: cool demais pra sentir qualquer deprê que não seja existencial.
O fato é que quem escuta Fiona Apple nunca está impune. Pelo menos não consigo. Não dá pra escutar Fiona Apple sem motivo, como você escutaria Norah Jones ou Yeah Yeah Yeah’s ou outra mocinha/banda bacana que aparece por aí. Não que elas não tenham nada a dizer, é que simplesmente qualquer coisa que a senhorita maçã canta parece uma serrinha de pão entrando-e-saindo do seu peito, esfarelando até mesmo o mais pé-duro dos corações. É exaustivo, é sofrido e tem que ser no momento certo.

Enfim, encurtando a história, tente outras cantoras da mesma época. Alanis, por exemplo. Muito legal ela xingando o ex, jogando aquele cabelão e tudo mais… Com a Fiona é simplesmente diferente, ela não precisa bater cabeça e nem gritar pra que a gente saiba que ela tá puta ou pra que a gente saiba que ela não liga pra rótulos e toda essa coisa de menina-semi-teenage. É como se enquanto a Alanis se descabela e arranca folhas do diário por causa do namorado da faculdade, a Fiona chora sozinha com uma garrafa de Bailey’s pelo amante 20 anos mais velho!

Talvez seja isso, talvez sejam as olheiras, talvez seja aquela coisa de continuar interpretando mesmo quando a música acaba, talvez seja essa coisa que ela tem de colocar sempre palavras como “shadowboxer” ou “crowbar” e “endeavour” ou talvez seja somente a necessidade de tirar um dia pra não sorrir.

OH MY GOD, I DID IT!

Maio 11, 2007

(OBS: tô prestando um favor pra colhéga, este Post é da Paciente 44. Enjoy.)

come armageddon! come!

Maio 9, 2007

engraçado, eu passei o dia inteiro, enquanto fazia meus afazeres obrigatórios-acadêmicos, pensando que eu precisava atender o pedido de requeija e postar na quarta kodak. cogitei até, enquanto estudava os pressuspostos processuais, em pedir pra roomate da calhéga que abriga as sessões de estudo pra sair um minutinho, que eu PRE-CI-SA-VA postar uma foto no meu blog. só que eu não sabia que foto colocar , impressionante.

 depois, até vieram um turbilhão de idéias, tipo colocar essa, essa ou essa imagem, por exemplo, e ela ia celebrar essa amizade sem noção, infâme e barulhenta que os integrantes desse blog-terapêutico tem. e celebrar aqueeele verão, que dá uma saudade, vezenquando.

aí depois eu pensei em colocar uma foto de requeija, afinal, foi  ela quem reivindicou essa postagem em massa na quarta-feira kodak. pensei também em colocar uma foto do nosso carnaval, porque ontem, quando eu disse que ia estudar e deitei no sofá e dormi, eu acordei com saudade de Olinda.

mas aconteceu que depois eu fiquei com essa música na cabeça, exatamente na versão de Colin Meloy e decidi que meu post ia ser sobre ele. daí lembrei de uma idéia que Mônica Paciente 44 teve na mesa do bar, de fazer um mini-zine com a coisa que a gente sabe fazer melhor: criticar (música, livros, tv e cultura em geral), e nesse assunto, ninguém jamais questionou nossa credibilidade.

então nós nunca colocamos isso em prática, até porque, jovens prodígios e cheios de afazeres que somos, nunca tivemos muito tempo para. mas eu pensei que ok, eu vou fazer um post sobre Colin Meloy.

Colin Meloy, para os que não sabem (eu nunca soube o nome dele, não vou mentir), é o vocalista dos Decemberists: uma dessas bandas novas legais mas que soam todas iguais. enfim, Colin Meloy, assim como eu, é fã de Morrissey. a única diferença é que eu não sei tocar nada e ele, além de saber, é indie, semi-famoso e faz shows em clubes alternativos pela America e achou bacana a idéia de fazer covers de Morrissey.

enfim, algum amigo dele deve ter tido a grande idéia e deu o toque, tipos: “Colin, bróder, você não tá fazendo nada mesmo, por que não gravar um EP só com músicas de Moz, nosso Deus mór?” e ele acatou.

na verdade, eu não achei o trabalho algo de um primor sensacional nem nada assim, mas gostei das versõezinhas e dou valor a qualquer tentativa de homenagear Morrissey. então, senhoras e senhores, Colin Meloy virou meu cálhega e não que ele precise ou que faça alguma diferença, mas eu divulgo o trabalho meishmo.

colin meloy

e ainda caprichei na foto, hein?

b…b…b…burn!

Maio 9, 2007

Sometimes you think… it would just feel fine burning everything down.

video killed the video star

Maio 9, 2007

eu não sei se é a evolução tecnológica, se é a degeneração da tv, a revolução das mídias, a queda das instituições, o vulgar e o descartável pós-modernos, os paradigmas mutantes da juventude, o fim dos tempos, se fui eu que fiquei velho, perdi meus óculos e não vejo mais nada. mas o que aconteceu mesmo com o cééélebre ritual das compilações caseiras de videoclipes em VHS? morfou em algum zord? foi extinto para sempre?

porque eu me lembro com uma certa comichão nos testículos da sensação de MEUDEUS TÁ PASSANDO O CLIPE NÃOACREDITO E UAAAAH e correndo e batendo com o dedão na quina do móvel pra ajeitar o videocassete. porque você dependia da tv pra ver o seu artista, e a surpresa e a raridade de ver aquele clipe davam à coisa toda uma certa importância afetiva. e aí nêgo dava plantão com o dedo dormente no pause pra gravar as estréias e assistia àquela porra ad infinitum, até saber de cor a seqüência de takes.

daí que, quando eu comecei a me interessar por música como hobby e razão de viver, há uns 67 anos, um clipe era essa coisa especial. na minha cabeça, parecia menos um comercial da banda do que uma celebração, uma chance de ver a carinha do ídolo, um troço semi icônico catártico mesmo. as pessoas escreviam cartas de 100 metros pra MTV pedindo clipes, guardavam as fitas pra passar nas festas, pra ver com os amigos, pra aprender a coreografia, dar um saque no ideológico da banda ou chorar sozinho em casa tomando toddy com as cortinas fechadas. e hoje ficou tão fácil.

quer dizer, não sei se o fenômeno do apego afetivo ao clipe tem a ver com aquela dificuldade do começão. eu sou meio amish, mas não posso dizer que bom só é difícil, senão mulher só dava o cu. e até hoje, mesmo com o desprestígio do VHS, a negação descarada ao videoclipe na MTV e o advento do iutubiu e das compilações prontas em DVD, eu me pego emocional diante de certos vídeos.

então, blé, eu sei o que aconteceu com o ritual do VHS. a minha pergunta na verdade era: isso de clipe como mimo especial era viadagem minha e as pessoas nunca se importaram de qualquer maneira? ou as coisas realmente mudaram, ficou tudo de bandeja e as pessoas pararam de se importar?

de toda forma, pra não fugir à regra, essa conversa toda foi só um pretexto pra qualquer besteira, a saber no presente caso, compartilhar com os diletos leitores o meu top 5 era-VHS. heh.

5. chemical brothers, “let forever be”: desde o começo, virou uma inspiração pra mim, pois é um clipe muito artístico e eu sou artista. e faço natação. eu sabia que tinha alguma coisa muito certa nesse vídeo, só depois descobri que era o michel gondry.

4. portishead, “only you”: minha lembrança mais clara de vigílias frustradas.

3. radiohead, “just” : pelo menos uma gravação em cada fita.

2. sonic youth, “sunday”: 98, eu no salão esperando pra cortar o cabelo e de repente a cara do macaulay na tv. q? só tive mtv em casa um ano depois, mas mandei uma carta pedindo e eles atenderam. yee!

1. smashing pumpkins, “the everlasting gaze”: fã, né? estreou quando eu tava desprevenido e quase comi as almofadas do sofá de ansiedade, esperando passar de novo.  gravação comida no começo, fita com som abafado, combustível pra horas de deleite detalhista e ataques frangofílicos solitários. um clássico.

e, bueno, até hoje essas fitas rolam por aqui. se não tiver dado bolor, convido para uma sessão.