![[IMG]http://i71.photobucket.com/albums/i149/anatangerina/torta.jpg[/IMG]](http://i71.photobucket.com/albums/i149/anatangerina/torta.jpg)
Por favor, aceite esta torta, não existe maior prova de camaradagem política.
![[IMG]http://i71.photobucket.com/albums/i149/anatangerina/torta.jpg[/IMG]](http://i71.photobucket.com/albums/i149/anatangerina/torta.jpg)
Por favor, aceite esta torta, não existe maior prova de camaradagem política.
![[IMG]http://i71.photobucket.com/albums/i149/anatangerina/Scenic20Road202-S.jpg[/IMG]](http://i71.photobucket.com/albums/i149/anatangerina/Scenic20Road202-S.jpg)
Estou aqui de passagem
A vida é uma mala pronta pra viagem
Minha cabeça é minha bagagem
E a estrada é uma velha amiga
Com quem você pode contar…
P.S.: Eu juro que vou tentar fazer um tal de Flickr pra postar as fotos… Eu disse TENTAR!!!
VOLTO JÁ!
eu tenho um problema com fazer dinheiro. dar um valor ao que eu faço e disputar a tensa batalha com a demanda do comprador são coisas que me desgastam. existencialmente, i mean. porque tudo que eu faço é medíocre, não vale tanto, eu poderia fazer melhor, eu deveria dar de graça, não importa o que as pessoas digam, eu não acredito o bastante nisso, não tenho orgulho o bastante disso, o que os amigos do meu comprador vão dizer da coisa que ele comprou de mim?, vão dizer que ele é uma besta, que gastou dinheiro num negócio tão péssimo, ou uma fortuna em algo apenas legal, e esse tipo de coisa.
a essa altura, até o leitor mais incauto deve ter começado a notar como os posts deste humilde doutor são, em verdade, variações de um só tema – a maldição do perfeccionismo. viver num mundo tão real, onde muitas vezes as coisas ideais PRECISAM dar lugar às coisas práticas, é um desafio pra mim. desafio que, de tão estúpido, me faz admirar os possuidores daquela simples convicção de que, por deus, quem precisa defender a coisa comprada é o maldito comprador, não o vendedor. porque depois que o comprador gosta e compra, acabou, próxima fase. mas vá me convencer.
por isso tudo que eu admiro a figura do negociante, esse ser sem viadagem, que leva a missão de ganhar a vida a sério, monta sua banca, diz esse é 5 esse é 10 e senta lá ao mesmo tempo em que corre pro abraço. e é com algo assim que me deparo hoje numa comunidade de stickers no orkut:
anônimo:
aonde faiz ? 17/07/2006 20:22
ae galera
keria sber onde que eu posso mandar fazer 1 stencil
pq eu tento fzer manualmente e fika 1 merda
kkkkkkkk
eh serio algum lugar em sampa
faiz stencil ?
Pier:
17/07/2006 21:20
srsrs
Eu queria saber primeiro se existe algum lugar q faz stencil primeiro.
E depois eu queria saber quem é o otário q encomendaria um tela de silicato recortada.
haha
Enxe o saco recortar um stencil. Mas qual é o seu mérito se a única coisa que você fez foi aplicar o stencil na parede?
Deixa de preguiça e recorta velho, no começo é realmente difícil, nem tudo na vida é fácil, vc ñ pode desistir na primeira tentativa. Continue tentando e vc vai ver como vc evoluirá e com pouco tempo. É só ter força de vontade velho.
Começa com um sem muitos detalhes, com o tempo vc pega as manhas do que deve e do q ñ deve fazer, do q pode ajudar na hora e etc.
Mãos a obra, Lazy man!
haha
Ou se vc preferir, eu faço pra vc.
10 reais, 2 stencilsdo mesmo desenho. E crio o desenho q vc quiser!
É sério!
haha
e aí eu olho pra essa oferta, olho pra mim, olho pra essa oferta, olho pra mim, e penso:

ay.
Morando numa cidade deveras pequena, é de se imaginar que haja um pólo de concentração onde as pessoas encontram-se de forma regular, tornando-se verdadeiros habituées. Ou seja, é bem comum conhecer fulaninho ou cicraninho de vista porque ele sempre está presente neste ou naquele lugar… Em Aracaju, esse lugar é o Shopping Jardins, praticamente o único existente aqui (caso moscas possam ser contadas como clientes em potencial, o Shopping Riomar volta a entrar no páreo). Bem, ele não teria nada de especial ou diferente de qualquer outro Mall, se não fossem seus, vamos dizer, peculiares – porém ilustres – frequentadores: pessoas realmente insanas e perturbadas as quais apresentam um comportamento mais esdrúxulo que o outro. Deixando então o eufemismo e a ironia de lado, vamos colocar a cacholinha pra pensar. Olha, tá certo que todo lugar tem sua figura folclórica, e sendo o Shopping um lugar semi-público, tá certo que qualquer pessoa pode entrar, dando margem a um ou outro caso estranho. Mas daí a ter sua própria trupe de malucos já é demais! Começo a pensar que tem Marketing nessa história… Com a descoberta de mais um lunático se esbaldando nas rebarbas do capitalismo, resolvi então catalogar os vários espécimes existentes no ambiente… Taí, uma variedade antropológica felomenal:
- Doido do Café, o pioneiro: foi o primeiro a surgir, o desbravador do fértil território da loucura local. Sua área de atuação restringe-se ao Café Repiauer. Numa tarde de observação, pude notar que ele chega ao recinto, fuma desesperadamente e anota sem dó milhares de coisas em nem sei quantos guardanapos, levando TODOS consigo logo depois. Entretanto, relatos dizem que um dia ele acabou esquecendo um dos escritos, e consequentemente, teorias da conspiração inteiras com direito à “Bomba Atômica no Governo” e afins. É facilmente identificado porque tem a pele coberta de manchas, além de esbravejar coisas indecifráveis ao ar.
- Véia do Shopping, a Pop: isso mesmo – “Véia”. Trata-se de uma figura realmente mitológica, carregando em si, não apenas várias sacolas vazias, mas toda uma rede de histórias acerca de sua pessoa. Ouve-se que ela na verdade é uma ex-enfermeira que enlouqueceu após a morte da mãe, chegando a manter o corpo da velha (reparem a diferença entre “velha” e “Véia” no contexto. O segundo é praticamente nome próprio, hein gente!) por dias dentro de casa. Pode ser identificada a metros de distância pela crosta de pó e pomada que passa no rosto e uma expressão lânguida de quem sabe que tá podendo…
- Veadinho do Shopping, o cosmopolita: indo de encontro ao temperamento do primeiro e ao estrelismo da segunda, o Veadinho do Shopping é uma figura alegre, comunicativa e, porque não, bombante! Munido de um senso de estética inovador, este quase Boy George rompe paradigmas ao combinar minissaia plissada e scarpin. É identificado pela simpatia, rostinho sorridente e necessidade de lançar-se ao mundo do entretenimento em forma de coreografias expressionistas no meio das praças de alimentação.
- Galego do Cigarro, o filão: chepeiro mesmo o sacana, vive me pedindo um. Eu é que não dou! Ah, cara, nem me olhem desse jeito!!!
- Malborão, o rebelde: esse nome ainda não é tão fixo quanto os outros, tenho o prazer de informar que eu mesma o denominei assim. De estirpe revolucionária, faz coleção de maços de Malboro em sua carteira. Identificado (e adorado) pela indumentária que consiste em óculos escuros, jaqueta de couro cobrindo uma blusa tomara-que-caia colorida (é isso mesmo) denotando o viril peito cabeludo.
Depois desse maravilhoso Raio-X, eu realmente começo a achar que ou a capital de Sergipe é realmente o fim do mundo e o Shopping – símbolo do consumo e diversão burguesa – tornou-se uma extensão das pacatas pracinhas de interior; ou simplesmente até as mentes mais distantes necessitam de seus quinze minutos de fama.
Ok, agora estou visualizando a Véia do Shopping com franjinha EMO e cintos de tacha.
Parei.
* ratificando, esse personagem tbm está no clubinho.
![[IMG]http://i71.photobucket.com/albums/i149/anatangerina/gafanhoto.jpg[/IMG]](http://i71.photobucket.com/albums/i149/anatangerina/gafanhoto.jpg)
já que hj é dia do desenho…
ganha um doce quem advinhar que amiguinho é o desenho animado correspondente =oD
![[IMG]http://i71.photobucket.com/albums/i149/anatangerina/CharlieBrown.jpg[/IMG]](http://i71.photobucket.com/albums/i149/anatangerina/CharlieBrown.jpg)
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![[IMG]http://i71.photobucket.com/albums/i149/anatangerina/betty.jpg[/IMG]](http://i71.photobucket.com/albums/i149/anatangerina/betty.jpg)
eu sei, doutor. eu preciso parar de postar só nas quartas, mas doutor, olhe…
*culture club ao fundo*

te lembra alguém?
me lembra alguém, hein…
Aceitamos encomendas!
hoje no ônibus tinha uma mulher do lado de cá da borboleta e outra do lado de lá. e elas conversavam. alto, lógico, pra poderem se ouvir. a do lado de lá, uma cega tida por doida, que perambula pelos terminais empurrando o povo pra abrir caminho e que uma vez segurou no meu pescoço enquanto tateava na multidão e quase esmaga minha traquéia, contava a história dum tal cara que tinha sido preso, solto e depois preso de novo, num tom de justiça sendo feita. ”deixe estar ele que agora ele vai ver o presente que ele vai ganhar, o vagabundo safado!”.
a mulher do lado de cá era bróder do motorista e do cobrador, manha de anos de terminal, conhecia a cega. deu itinerário de ônibus pra passageiro perdido, receita de chá pra um, lista completa de documento de alguma coisa pra outro. se aquele ônibus fosse um bairro, ela ia ser a presidente da associação de moradores. e ela aí retrucou, depois de se admirar como deus tirava um dom e dava outro ao perceber que a cega reconhecia o motorista e o cobrador sem ouvir suas vozes, que o tal presente do bandido lá da história ia ser realmente um presente – uns vagabundo desse que se sustenta à base da gente que trabalha, levando umas vida de 800 reais por mês sendo que a gente nem ganha isso tudo. devia logo era matar.
é claro que não é a primeira vez que você ouviu isso. podia ter vindo da mesa ao lado no restaurante onde você come com sua avó, no camarote vip do pré-caju, na fila do pedalinho do parque de beto carrero, no jantar de natal da família, da sua própria boca. whateva. tudo isso foi só pra trazer a pergunta mela-cueca que eu me fiz na hora. será que perder a liberdade não é castigo o suficiente? será que levar uma vida de 800 reais dormindo no cimento é mesmo bom pra quem acha natal em família uma bosta anyway? que valor as pessoas que defendem a execução dos bandidos-vagabundos-safados dão à liberdade? e o que é a liberdade e coisital?
e é claro que não é simples desse jeito, nunca. mas aí fiquei com aquilo, liberdade liberdade liberdade. e a primeira coisa que me veio à mente foi um depoimento de björk, ela dizendo mais ou menos numa entrevista que tava nesse mundo pra exercitar sua liberdade. fato é que muita gente acha o próprio trabalho dela um crime, mas dá pra ver que ela é tudo menos conformada. e aí nessa hora meu pensamento pulou da coisa social pro maria-do-bairro existencial de sempre, e eu realmente não me importei. só fiquei com a imagem daquele vestido de cisne na cabeça, pensando o resto do percurso até minha terapia: “que porra que eu tô fazendo com a MINHA liberdade?”.