![[IMG]http://i71.photobucket.com/albums/i149/anatangerina/monkajorge.jpg[/IMG]](http://i71.photobucket.com/albums/i149/anatangerina/monkajorge.jpg)
em junho é nóis!
;o)
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em junho é nóis!
;o)
Era uma vez hoje no meu horário de almoço. Com direito a sangue escorrendo pelos poros e um módis do tamanho de uma fralda geriátrica entre minhas pernas, sentei para corrigir um trabalho e desfrutar de meu prazer quase-diário: um capuccino médio de refeição e três Free pra sobremesa. Kings of Convenience ecoava no MP3 na tentativa semi-vã de me acalmar depois de mais um dia estressante de trabalho, e até 'tava funcionando, não fossem alguns performáticos, a.k.a PALHAÇOS, literalmente, os quais faziam mais uma daquelas ações barulhentas, JUSTAMENTE em frente à mesinha onde estava confortavelmente instalada a minha pessoa. Aumentei o volume do som e continuei de cabeça baixa, adiantando meus processos, quando:
- Amiguinha, dá pra você sair um instantinho enquanto a gente filma aqui?
Ótimo, além da algazarra total e das malditas pessoas pintadas batucando no meu ouvido em pleno Shopping, a coisa toda estava sendo filmada.
- Cara, na boa, se eu sair daqui vou perder meu lugar…
- É só um instante, só pra gente filmar aqui, você fica ali no balcão.
- Olha eu tô meio ocupada aqui, velho, não dá pra sair não…
O tal saiu espumando bicas e eu, sinceramente, estava pouco me lixando. Só queria ficar com as dez mil folhas soltas, celular, cigarros, isqueiro, caneta, xícara, MP3 e bolsa enorme espalhados pela mesa sem me preocupar nem por um minuto em juntar tudo e assistir obrigatoriamente (em pé) mais uma apresentação idiota. Nem se foram cinco minutos, quando um dos palhaços com a típica calça xadrez, chapéu-côco (ou coco?) e voz forçada veio falar-me:
- Poxa, a senhorita não pode sair mesmo? É que a gente tá fazendo um teatrinho aqui, mostrando justamente os malefícios (Ahn?? "Malefícios"???? What the fuck!!??) do cigarro, olha lá!
Olhei. E, como se trata de Mônica Travassos Déda, é absolutamente normal que eu tenha passado despercebida diante de um banner de mais de três metros de altura com os dizeres "Pense bem: é certo fumar neste ambiente?". Foi aí que me dei conta de que todas as pessoas presentes no Café improvisado estavam fumando, como se ilhadas entre a nicotina pairando no ar e os olhares de reprovação dos passantes. Eu podia escutar os "tsc, tsc, pobre corja de coitados e seus pulmões pretos derretendo" – não necessariamente nesse grau de dramaticidade, mas estou menstruada e mereço um desconto.
- Foi mal, mas não vou sair não. Esperei um tempão pra essa mesa vagar, quero ficar aqui.
- É, geralmente a gente conta com a compreensão das pessoas pra passar nossa mensagem, mas tô vendo que não vai ser possível…
- Olha meu querido, só lamento, mas Shopping não é lugar de manifestação cultural não.
Como se não bastasse, uma mãe irresponsável e suas duas filhinhas sentam as respectivas bundas no Café, cheias de sanduíches McMorte Feliz e coisas do tipo. Eu repito: com uma praça de alimentação cheia de cadeiras em uma ala oficialmente não-fumante, a criatura joga duas crianças numa nuvem de fumaça pelo único motivo visível a meus eager eyes: ela andaria menos até a C&A.
Dito e feito, as duas meninas ficaram praticamente ao meu lado, que com o cigarro aceso e uma consciência chata pra caralho, pedi encarecidamente:
- Oi, será que vocês podiam sentar mais pra lá? É que eu tô fumando aqui, a fumaça vai pra vocês e faz mal…
Em meu enorme código de ética inútil, fumar perto de enfants é inviável. E eu realmente não tinha saco pra me sentir culpada, então ignorei os bichos em putrefação e elementos químicos de suas refeições ao fazer o educado pedido. Em troca, a maior das duas me mostrou a língua, enquando a outra ria estridente e alto, mostrando os pedaços de vaca e maionese no canto da boca.
Como represália, não apaguei o cigarro em questão, do contrário, suguei-o freneticamente não me importando nem um pouco com os brônquios das criancinhas do mundo.
Àquele ponto, Kings of Convenience soava pacífico demais, então, tal qual o Pato Donald no trânsito, troquei o som e comecei a ouvir Eu tô uma brasa, me faz virar pedrinha de gelo! no volume máximo.
Feliz Dia Mundial Sem Tabaco!
i met this girl in dallas when we were on tour with the chili peppa's and that was where i got the idea for the name for the song because when she said her name i thought wow, what a great title for a song. 2 1/4 years later i run into this same girl at a party and i say did you hear that song we recorded using your name, starla? and she said, no my name is darla but hey starla, darla whatever it doesn't matter, so there you go. - billy corgan, sobre a música "starla".
sua mãe disse "quero um filho dotô" e você entendeu "gigolô"? e seus olhinhos brilharam que nem as jóias da hebe mesmo assim? então esse post é pra você, meninão.
Morrissey cantando "This charming man" (e etc) me dá calafrios.
+ plus: todo mundo adora mini-mini coincidências. É mto legal ouvir alguém cantando uma música que vc esteve pensando o dia inteiro. Ou quando você menciona/pensa em determinada pessoa e esta se manifesta (sem poderes macumbísticos, claro. telefone já é válido). Mas tem coincidências que dão medo…
* palavra/regurgito terapeutico: malandro é malandro. mané é mané.
é interessante como a gente se flagra nessas situações pequenas, mas que ao mesmo tempo, para evitar consequências futuras, não é de todo mal uma invençãozinha aqui e uma atuação digna da palma de ouro ali. a questão é a proporção da invenção (ou omissão)..
daí eu estou numa daquelas aulas chatas maquinando uma desculpa fenomenal pra justificar a falta por chegar atrasada e de repente começo a pensar da seguinte forma:
"cara, se alguém pudesse ler minha mente agora, ficaria bastante assustado com minha capacidade de contar mentiras"
mas nesse meio tempo alguém me chamou, meu celular tocou, eu bati papo na porta da sala, voltei e esqueci. a desculpa inicial (pra justificar a falta) foi desnecessária porque a führer teve pena das pessoas molhadas de chuva e ok, esqueçamos isso, certo? não. errado. estamos falando de mim, a pessoa que mete os pés pelas mãos e acaba divertindo as pessoas.
então aconteceu isso:
-por que você chegou atrasada?
-ah, cara. foi uma combinação de coisas: chuva, preguiça e ônibus lotado, sabe?
-e aí, você conseguiu tirar a falta?
-consegui. ela livrou todo mundo por causa da chuva e tal. mas também, eu já tava com um leque de desculpas prontas, caso ela não quisesse tirar minha falta
-tipo?
-olha, primeiro eu pensei em colocar a culpa no elevador do prédio. eu ia dizer qualquer coisa como "ah, fiquei presa e demorou um tempo pra me tirarem de lá. a moça que tava comigo tinha claustrofobia, tava chovendo e eu perdi minha carona". mas essa aí já semi-aconteceu, o que tira metade da graça.
-já aconteceu?
-é. fiquei presa e a moça era claustrofóbica. mas foi rápido, não tava chovendo e não tinha carona me esperando. enfim.. pensei também em dizer que arranjei uma carona, mas que a moça tinha medo de dirigir na chuva. que nem aquela amiga sua, sabe? me inspirei nela.
-hahahahaha. menina, ela ainda não dirige na chuva!
-então, eu ia dizer que ela andava 3 metros, a chuva aumentava e ela parava o carro até passar. que nem na história que vc me contou, só que pior.
-(gargalhadas) eu não me esqueço daquele dia…
-(interrompo) ou pensei em inventar também que tava devolvendo um livro seu na biblioteca
-oxe, vc ia me meter no meio do negócio todo? que viada!
-é, mas aí eu pensei também que não custava nada dizer a verdade: o ônibus tava tão cheio que não parou quando eu chamei e o outro só chegou depois de meia hora…
-e por que não essa?
-e a diversão? onde fica?
_____
eu vivo no fantástico mundo de bob.
eu conheço uma menina muito simpática hoje na reunião de estágio. uma estagiária nova. e pego no queixo-duro uma carona com ela na volta.
ela [se esforçando elegantemente no volante pra fazer a manobra]: pelo menos a gente malha os braços, hehe.
eu: é assim que quem não tem direção hidráulica se consola, haha.
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ela: minha paixão sempre foi psicologia organizacional.
eu: eu tinha uma colega que era apaixonadíssima também. mas foi só passar pelos dois estágios na área, que ela pediu pra morrer e perdeu completamente o interesse.
***
ela: mas não sei. no começo a gente tem que trabalhar no que aparecer, né?
eu: pois é. e sem reconhecimento, porque salário de psicólogo concursado aqui é uma merda.
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hm. eu não era assim.
![[IMG]http://i71.photobucket.com/albums/i149/anatangerina/Nina-Simone.jpg[/IMG]](http://i71.photobucket.com/albums/i149/anatangerina/Nina-Simone.jpg)
NO FLAGRA!!!
na foto: eu, com a pomba-gira.

inaugurando as quartas kodak. mocinha vintage de anne taintor. thank you and good night!
(sim, eu devo um post. eu sei. não me pressione, doutor. tenha calma)

a idéia é postar fotos nas quartas. começando hoje.
essa é uma minha (em que eu apareço, quer dizer) de 2004, ano da besta. eu ia pedir pra corrigirem o nariz no photoshop. mas decidi privilegiar o realismo.
*imagem semi-cortesia desse cabra aqui. muito bom.