
Ops!
Junho 22, 2008 by Lentamente ConclusivaTá na hora de apagar a velinha
Maio 15, 2008 by requeijaParece que foi ontem que vi esse blog nascendo, todo mundo cheio de idéias, eu uma mera espectadora, só achando engraçadinhos os posts e segurando minha faquinha de pão na altura do peito. Aí eu percebi a criança engatinhando e resolvi fazer contato, contribuindo pro alto consumo de música indie, fiona apple sem parar na vitrolinha, garrafa de vinho apertada contra o peito. Depois de muitos testes do sofá, fui promovida à colaboradora desse blog que hoje completa dois anos e não faz mais cocô nas fraldas, e que, apesar de ser esquecido algumas muitas vezes (principalmente por mim), tá aí vivão sempre disposto a ouvir os choramingos.
E como quem percebe a mudança de um filho na passagem dos 17 pros 18 anos, concluí que não sei mais sofrer. Sabe aquela coisa caí-num-poço-não-sei-o-que-fazer-vou-escrever-e-ouvir-radiohead? Pois é, perdi isso. Talvez seja coisa de gente adulta, consciente, que se conforma com o fundo poço, não cava e espera por qualquer barulho pra pedir ajuda, sabendo que vai voltar pro ponto de partida. Mas também pode ser coisa de gente que só tá esperando um peteleco pra se descabelar e, inconformada, voltar lá pro início. O que me conforta é saber que o terapia tá aqui pro que der e vier =)

Terapia na festa de seus 2 anos - porque algumas coisas não mudam
Resumindo…
Maio 14, 2008 by Paciente 442006: éramos muito dramáticos. Todo mundo sofria muito, escrevia muito, amava muito, complicava e chorava junto. Além disso, nosso gosto musical em dores-de-cotovelo era muito bom.
2007: fomos muito apáticos. Todo mundo bebeu muito, remoeu muito, se arrependeu muito, chorou e se calou cada qual no seu canto. As músicas precisaram fazer rir.
2008: estamos muito separados. Todo mundo sai esporadicamente, se diverte de vez em quando, se encontra quando pode e chora cada qual no seu canto lembrando do junto. Eu nem sei mais o que vocês andam escutando…
…Ainda bem que a gente tem um Blog! :-D
Feliz Aniversário, Terapia Invertida.
Venho através desta informar que…
Maio 6, 2008 by Lentamente Conclusiva…
Estava conversando ontem com uma de nossas ilustríssimas amigas aqui no MSN, e ela alucinada porque descobriu algumas das atrações do Coquetel Molotov 2008.
Caros amigos, fui investigar com fontes seguras (desculpa Pilha, não que você não seja confiável, mas tá muito bom pra ser verdade), e quando digo fontes seguras é a galera que organiza as parada lá de Hellcife, minha terrinha natal.
Sim. É verdade. Com incentivos vindos de uma parceria do governo sueco com o Estado de Pernambuco, esse ano o festival trás:
Peter, Bjorn and John:
Club 8:
Britta Persson:
Agora pode gritar criançada! É coisa linda de deuuuussssssss…
Fora Coquetel Molotov, ouvi dizer também, que esse ano o TIM Festival trará uma atração bombante que já tocou no Brasil – Sonic Youth, Wilco… Maybe - Além, é claro, das novas “novas salvações do rock ever”, que sofrem por ter esse título, mas sempre vendem mais discos por isso…
Portanto, juntem seus minguados pra chegar junto, o festival é em setembro e promete muito mais atrações que isso aí… Ouvi dizer (minha fonte me mata se ler isso) que Blonde Redhead também tá sendo bem cogitado… Digo logo a vocês que não perco nem se me arrancarem as duas pernas… Ano passado foi muito bom ver “Love is All”, “Suburban Kids”, “Hello Saferide” e “Nouvelle Vague” custando 20 reais o ingresso, vai…
Meus amigos remanescentes, preparem as camas de campana e os colchonetes, estarei mais uma vez de volta e devota a terrinha linda… Miguxos! Bora essa carne do sol e macacheira com Antártica Original estupidamente gelada vendo as moças/moços bunitos da praia de Boa Viagem ir e vir…
Bom… Aproveitando o espaço a mim fornecido gostaria de deixar o anúncio da venda de um rim usado, e uma parte do fígado bem gasta, mas ainda funcionando, lembrando que não “tô matano, nem rubano, só tô pedino uma ajuda pros amego e as amega pra moi de vê esse sho de viola bunita nê?”
Ahhh… Só mais um detalhe, parece que esse ano Invasão Sueca só aqui pras bandas do nordeste mesmo… Sorry.
o lindo e o massa
Maio 3, 2008 by Dr. No No Noé estranho esse fenômeno do “gênero favorito: drama”. esse fenômeno de gostar de se emocionar, de se dispor a isso, de se reunir em torno daquela história carregada, intensa, trágica, de se entregar aos violinos ao fundo e acabar enxugando as lágrimas e assoando o nariz no mesmo lenço de papel. é como um prêmio, às vezes. como renovar sua condição humana, se sentir vivo na região do peito. mas, claro, digo se emocionar de forma segura, de modo que a gente não precise se envolver, e fique só empatizando de longe e curtindo esse barato eletroquímico.
é meio isso o que acontece com os filmes. e com a arte, e as músicas nos discos, e as notícias na tv, e os arquivos confidenciais em faustão, e os comerciais de margarina de uma forma geral. há uma certa realização macabra em se jogar na emoção. e isso parece meio coisa de emo, all right. mas fazendo um brainstorm sobre nossos filmes favoritos, por exemplo, não deve ser difícil ver surgirem nomes que nos fizeram chorar tesos na cadeira do cinema e nos deram aquela mãozinha no interessante processo de lavar a alma. quantos dos putaquepariu-que-filme-lindo a que assistimos não são aqueles que a gente passa alguns minutos ainda catatônico diante dos créditos já subindo? e quantas vezes esse truque não é usado pra fazer a gente acreditar que um filme de merda é realmente lindo?
há, porém, nessa lista de filmes favoritos aqueles filmes excitantes e bem produzidões, que vamos chamar de massa, junto a esses emocionantes e chorativos, a que chamamos de lindos. eu particularmente tenho essa tendência bunda-mole a chamar os lindos de favoritos. na verdade, qualquer coisa em que os corações apareçam sangrando é um favorito. e é aí que entra meu pedido de desculpas por duas coisas que têm me perseguido no último mês. ou que eu tenho perseguido, acho mais justo.
a primeira delas é um flashback musical aos anos 90, época em que a música ardia de densidade sentimental, e a uma banda específica. as enciclopédias afirmam que o sunny day real estate, que descobri há pouco tempo, talvez tenha sido um dos grupos que mais sentimentalmente trataram a sentimentalidade nessa década, e lhes agraciaram com o título de difusores do emo. e daí que, sem franja engomada ou lápis de olho, e salvo uma levadinha cpm aqui e algumas (várias) baladinhas cabisbaixas ali, eles mostraram que podem ser mesmo uma das raízes dessa porra toda, porque o sumo não-técnico do emo tá lá - o drama. os corações sangrando. a emoção. o lindo. mas também o massa, porque não é qualquer nx zero que sabe lhe conduzir com dedilhados e riffs, entre a melosidade e a zoada, a esse estado.
a outra margem do vale de lágrimas é “sociedade dos poetas mortos“. ok, para alguns dos distintos leitores é o mesmo que dizer “choro vendo titanic”. e eu sei que é um filme com lições açucaradas, sobre aventuras adolescentes, sonhos adolescentes, medos adolescentes E tem robin williams de protagonista. mas talvez eu tenha mesmo 17 anos então, porque não consigo não me identificar com tudo isso, como se cada descoberta dos personagens fosse minha. tudo no filme é singelo, cheio de passagens tocantes, e me faz querer revê-lo, porque me sinto vivo na região do peito toda vez que o assisto; vivo, terno, jovem, invulgar, com uma emoção que me recompensa e me faz pensar em coisas. uma delas é que o lindo, no fundo, é um poeticamente massa. e é vital. e que às vezes a gente se emociona mais por causa da beleza do que da tristeza.

e ainda é uma possibilidade que eu reassista titanic daqui a 10 anos e descubra que é um dos filmes da minha vida, who fucken knows?
faça fazer sentido…
Abril 9, 2008 by Srta. Piadaé fato essa história de que tudo pode piorar, mas eu continuo otimista. então eu vim postar uma foto aleatória, mas decidi “renovar meus votos” também.
esperando a bonança que não chega…
As 7 verdades absolutas sobre todas aquelas coisas que você não quer ouvir
Abril 9, 2008 by Lentamente Conclusiva
Sim. Elas vem em número ímpar, mas não pode ser um imparzinho qualquer, porque “1” é ímpar, mas seria muito fácil se fosse apenas isso…
Verdade nº 1 – Não importa o que você está fazendo, como, quando, com e para quem, vai estar sempre errado.
Verdade nº 2 – Não existe nada além daquele copo de álcool wharever, a não ser que você tenha problemas de estômago, por que aí depois do(s) copo(s) você vai ter uma puta duma dor no outro dia.
Verdade nº 3 – Cigarro. Dá mau hálito, faz mal pra caralho, mas são seus melhores vinte amigos embalados numa caixa que cabe no bolso em dias difíceis.
Verdade nº 4 – Embora sempre mais baixa que a dos seus vizinhos (e, diga-se de passagem, bem melhor) sua música sempre incomoda mais.
Verdade nº 5 – Os downloads mais importantes pra você são sempre aqueles que param em 89% e não voltam nunca mais.
Verdade nº 6 – Continua tudo errado, apesar de você estar se comportando direitinho, um cidadão quase exemplar e não merecer tomar banhos de água suja por carros desgovernados, perder o ônibus pro trabalho, reprovar na matéria mais cheia de pré-requisitos que vai atrasar todos os seus projetos… Enfim.
Verdade nº 7 – Ahhh… Me chame de pessimista o quanto quiser mas já que tá tudo fodido mesmo, senta aê, me dá um cigarro, pega aquele copo ali, e põem o novo do We Are Scientists pra tocar bem alto, por favor!
…
Nada é tão ruim que não possa piorar!
Março 1, 2008 by Lentamente ConclusivaA Teoria do Caos para a física e para a matemática é a hipótese que explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos. Que caralho isso significa? Bom…Que para que cada coisa chegue a um determinado resultado será necessária a ação e a interação de inúmeros outros elementos de forma ocasional. Para entender o que isso significa, basta pegar um exemplo idiota no cotidiano, como a formação de uma nuvem no céu, que pode ser desencadeada e se desenvolver com base em centenas de fatores que podem ser o calor, o frio, a evaporação da água, os ventos, o clima, condições do Sol, os eventos sobre a superfície e blá blá bla…
Já Edward Lorenz, outro doidinho aí da matemática, desenvolveu uma teoria chamada “Efeito Borboleta”, que consiste na indeterminação do não determinado. Oi? Simplificando, ele só disse que todos os fatores iniciais devem ser bem calculados, pois qualquer variação pode alterar em muito o resultado final. Essa teoria é assim clamada por que foi a forma mais simples encontrada de ilustrá-la, pensando que com o bater das asas, uma borboleta pode provocar um vendaval de um lado do mundo, enquanto no outro uma simples brisa de leve sentida duas semanas depois.
Já para a Psicologia e a Filosofia essa teoria é aplicada na tentativa de explicar as ações e reações dos seres humanos dentro de um ambiente dinâmico de constantes mudanças… Trololó esse texto? Sim, ando estudando isso pro meu projeto de pesquisa, e aliás, Gente, vocês assistem Big Brother todo dia e não podem ler isso?
Para a maioria de nós, esse monte de acontecimentos, de possibilidades infinitas, e variações, e interações, resultaria em nada mais do que um simples e mal fadado acaso do destino, tipo, encontros e desencontros, não pra mim, é claro e óbvio como dois e dois são cinco!
Pra mim o acaso vem depois de trocentos avisos de “Não Entre”, “Perigo”, “Radioativo”, “Se Ligue!”, “Brother… Já falei mais de mil vezes!”, “Você é idiota é?”, “Puta broca!” e assim vai…
Acaso não existe. Ponto. Você apenas sabe o que fazer, quando, onde e com quem fazer, mas se acha esperto demais pra seguir o fluxo natural das coisas e quer enganar o inevitável… Aí vira o Cebolinha da Mônica, sempre todo quebrado no final da história.
Determinismo? Coincidência? Destino? Não… Uma mistura de Lei de Murphy com falta de sorte…
Leia também: Oh fuckin’ Jesus!
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And have a nice day!
Fevereiro 26, 2008 by Lentamente ConclusivaWake, wake, wake…
Fevereiro 20, 2008 by Lentamente Conclusiva
Num dia desses onde você acorda abre os olhos tudo de novo nada de novo levanta banho escovar os dentes suco de laranja pão queijo café maçã sair correndo mp3 alto pra distrair ônibus pra estressar rua pra olhar pessoas andam em comum acordo com o destino piadas bobas trabalho universidade aula jogos estranhos pessoas tédio vida rotina engarrafamento…
O gato preto-e-branco do vizinho se esgueira pela calçada tentando pegar aquela andorinha que se banha na água da chuva de ontem, ela sempre consegue fugir, quem sabe da próxima vez. Senhoras esperam meia hora para atravessar suas compras no caos matutino do trânsito enquanto lamentam o aumento excessivo do preço do feijão, mês que vem pode ser o tomate ou o leite ou o remédio da pressão. Adolescentes mal humorados e sonolentos entram nos carros de seus pais reclamando da prova de vetores e ótica física e tentam mudar a estação da rádio a todo custo. Um cachorro do outro lado da rua anda devagar e para de repente, coçando a cabeça com violência, provavelmente cheia de pulgas com as quais ele é obrigado a conviver porque não consegue expulsa-las sozinho. Crianças brincam com uma bola feita de resto de meia-calça, gritando umas com as outras a todo instante, mas se abraçando a cada vez que a tentativa de bola atravessa um dos dois pares de havaianas… Minha cabeça encostada na janela enquanto o sol brinca de se esconder entre a lente dos meus óculos escuros e as árvores do caminho. Assim nasce um sorrisinho safado que me vem aos lábios bem devagar…
Quantas vezes você se acostumou a certas situações porque simplesmente não consegue se livrar delas sozinho? E quantas vezes você improvisou/usou de artimanhas pra obter pequenos prazeres momentâneos? Quantas mentiras você é capaz de repetir até você mesmo acreditar nelas? Você não é muito diferente de nada nem de ninguém… Só, quem sabe, dependendo do momento, pode ser um pouco mais suave e sofisticado que isso!

…
